19 de abril de 2010

DE CABEÇA ERGUIDA...

Ontem a minha equipa, o SC Maria da Fonte, defrontou o FC Vermoim na final da Taça da AF Braga. O jogo foi disputado por duas grandes equipas, que não defraudaram as expectativas do público presente, que encheu por completo o Pavilhão Municipal de Vizela.
O jogo foi equilibrado, apesar do 4-0, resultado enganador para o que se passou em campo. O Maria da Fonte teve 3 claras oportunidade para marcar, onde em duas delas as atletas contrárias tiraram a bola de cima da linha e viu, num lance de infelicidade a bola sobrevoar a defesa e entrar na baliza. No minuto seguinte novo golo do Vermoim e a tarefa tornou-se mais complicada.
No segundo tempo assumimos as despesas do jogo mas com o decorrer do tempo, e com os níveis anímicos e consequentemente físicos abaixo do que é habitual, quebramos e isso traçou o resultado final. .
Termino dando os parabéns às atletas do FC Vermoim pela vitória e realçando a atitude da minha equipa, pois enquanto nos foi possível, discutimos o jogo e o resultado. Orgulho-me de pertencer a uma equipa, que depois de uma semana terrível a nível emocional, soube erguer a cabeça e fazer o que tanto gosta... jogar futsal!

14 de abril de 2010

ATÉ ONDE PODE CHEGAR O SER HUMANO...?

No passado Domingo a minha equipa, o SC Maria da Fonte, deslocou-se ao Pavilhão do FC Vermoim, onde realizou o jogo mais decisivo do Campeonato, tendo perdido por 8-5, o que aconteceu pela primeira vez esta época.
Segundo os entendidos tratou-se de um bom jogo de futsal, disputado por duas grandes equipas, mas para mim foi muito mais do que um jogo de futsal. Vivi momentos que nunca pensei serem possíveis. Vi os meus pais e outros familiares serem agredidos enquanto me deslocava para o banco, durante o desconto de tempo. Eles, que tinham acabado de chegar, que não sabiam sequer o resultado, viram-se empurrados e encurralados até serem agredidos de forma violenta e sem explicação. Quer dizer... com a explicação dos vários testemunhos deu para perceber que o facto de alguém ter reconhecido que eram "os pais da Mélissa" foi motivo suficiente para serem interpelados e motivo para juntarem o útil ao agradável, porque afinal eu até estava a jogar com toda a confiança e a minha equipa a vencer.
Senti aquilo que nunca tinha sentido, aliás só não subi à bancada porque a frieza que me caracteriza e as palavras dos que me acompanham fizeram com que me limitasse a gritar "é o meu pai, é a minha mãe". Como se não bastasse fui imediatamente ameaçada, por um dos árbitros, num tom que não considero normal e já ando nisto há muitos anos, que seria expulsa se voltasse a olhar para a bancada. Senti uma revolta muito grande... tal como sentiria qualquer pessoa que visse os pais serem agredidos daquela forma. O jogo continuou mas não me consegui alhear mais da bancada. Se a ideia foi mexer comigo, confesso que conseguiram... Estou habituada às maiores pressões possíveis e imaginárias e lido muito bem com isso. Sou capaz de ir buscar força aos comentários menos positivos, aos assobios, ao que quer que seja, mas mexer com os meus pais é o golpe mais baixo que podem fazer.
Agora, passados alguns dias, convido toda a gente a colocar-se no meu lugar e assim imaginar, mas imaginar só um pouco, do muito que eu senti e vivi. Junto a isto a luta interior que tive de enfrentar, porque sabia da necessidade que tinha em voltar a concentrar-me no jogo, pois a camisola que orgulhosamente visto merece todo o respeito.
Demorei a vir escrever neste meu espaço de partilha, porque precisei de reflectir... de reflectir sobre tudo, de reflectir sobre os sacrifícios que sempre fiz e essencialmente sobre o tempo que dedico diariamente ao futsal. Não vou desistir de fazer aquilo que mais gosto, porque isso é apanágio dos fracos... vou encarar isto como mais um desafio e centrar-me nas palavras que me soaram ao ouvido quando, no fim do jogo, ía a caminho do hospital ter com os meus pais e que agora partilho com todos: "tu consegues mexer com as emoções do público e provocar uma estreita relação entre amor e ódio e isso só está ao alcance de alguns, muito poucos".
Não podia deixar de falar nas minhas colegas de equipa... pela grandeza que mostraram e por tudo o que temos vivido.

5 de abril de 2010

TRABALHAR SEMPRE NO LIMITE...

Mais uma grande exibição da minha equipa, o SC Maria da Fonte, que no passado Sábado venceu o S. Tiago Faia, em jogo a contar para a 27.ª Jornada do Campeonato.
O resultado de 24-2 foi o reflexo da nossa excelente forma, aliada a um querer fantástico, que tem catapultado a equipa para bons resultados e sobretudo motivado todo o grupo.
Os golos aconteceram com naturalidade, alguns fruto de boas jogadas colectivas, outros a partir de boas iniciativas individuais.
Realço o regresso aos jogos das minhas colegas, F. Raquel e Rachel, que depois dos vários treinos realizados, voltaram a ser opção, após recuperarem de lesões. Uma palavra também para as colegas que não deram o contributo à equipa, mas que estiveram a apoiar do primeiro ao último minuto.
Agora voltamos ao trabalho com o mesmo pensamento de sempre: trabalhar sempre no limite!

30 de março de 2010

XIII GALA DE PRÉMIOS "O MINHOTO"

Mélissa esteve ontem presente na Gala da XIII edição dos Prémios "o Minhoto", uma vez que estava nomeada na categoria de Futsal, juntamente com Gabri e Vitor Hugo, dois atletas da Fundação Jorge Antunes, equipa que milita na 1.ª divisão nacional.
O vencedor foi Gabri, que representa a Fundação Jorge Antunes pela 7.ª época consecutiva e ao qual aproveitamos para endereçar os parabéns pelo prémio.