5 de março de 2010

OBJECTIVO CUMPRIDO

Dia 03 de Março, terminamos o jogo contra o Vitória SC, que havia começado no dia 16 de Fevereiro. O jogo em disputa procurava definir a equipa que iria disputar a final da Taça AF Braga. Felizmente vencemos por 3-1 e carimbamos o nosso lugar junto ao do FC Vermoim, que tinha vencido a ACRS Ribeirão na outra meia final.
Com três golos de vantagem, as instruções do nosso treinador passavam por gerir o resultado e acima de tudo o esforço, para que a equipa não quebrasse para o jogo de amanhã. Deste modo, demos iniciativa e as despesas do jogo ao nosso adversário, que durante toda a partida conseguiu marcar por uma vez, através de um remate de muito longe da nossa baliza. Com o desenrolar do jogo as coisas foram correndo mal pois a equipa de arbitragem decidiu expulsar umas das nossas jogadoras mais influentes. Reduzidas a quatro elementos conseguimos manter o resultado e apurarmo-nos para o jogo da final.
Apesar de, na minha opinião, esta ter sido a exibição menos conseguida da época, o objectivo principal passava por conquistar a vitória e assim foi. A equipa está de parabéns porque conseguiu o lugar numa final tão desejada.

28 de fevereiro de 2010

SC MARIA DA FONTE vs BRITO SC

Ontem, contrariamente à tempestade que se fazia sentir no exterior do pavilhão, conseguimos agir com serenidade, de modo a controlar o jogo do primeiro ao último minuto. Como consequência desta atitude vencemos o Brito SC por 14-0, em jogo a contar para a 22.ª jornada do campeonato.
O Brito entrou em campo com o claro objectivo de privilegiar a defesa, tendo mesmo abdicado do jogo ofensivo. Para contrariar este facto, optamos por fazer uma boa circulação de bola intercalalando alguns lances individuais de forma oportuna. Mas analisando o glossal do nosso comportamento ofensivo foi notória a espectacularidade de jogadas ao primeiro e segundo toque. O único contratempo foi novamente a falta de discernimento na finalização, pois por vezes davamos um toque a mais, outras iam ao poste, outras ao lado da baliza e outras a guarda-redes defendia.
No âmbito geral a minha equipa teve um bom comportamento, pois além de marcar golos e fazer boas jogadas, conseguiu evitar o jogo mais duro, que por vezes é praticado pelos adversários, como forma de parar a nossa "avalanche" ofensiva.
Resta-nos recuperar devidamente para a continuação do jogo que foi anteriormente interrompido, referente às meias-finais da Taça, contra o Vitória de Guimarães, que se disputará já na próxima Quarta-feira, pelas 21h, no nosso pavilhão. Apesar do jogo ser retomado com o resultado em 3-0, a vontade e determinação serão novamente as palavras de ordem.

23 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA A MÁRIO CARREIRAS...

Mário Carreiras, conhecido no futsal por Marinho, é actualmente o camisola 15 do SL Benfica e internacional por Portugal... Jovem e muito talentoso, trata a bola com descrição, a mesma descrição e simplicidade que tive o prazer de constatar na Gala dos Prémios "O Minhoto", onde venceu o prémio para o qual estavamos nomeados.

Marinho na primeira pessoa...

Mélissa: A excelente carreira desportiva que vai desenhando, conta já com um importante percurso desportivo. Quer falar-nos desse percurso e quando tudo começou?
Marinho: Tudo começou no clube do meu bairro "os fatigados", onde tive a oportunidade de dar os primeiros passos e jogar com os amigos, foi uma ligação dos 10 aos 15 anos. Depois surgiu a oportunidade de representar o Boavista, onde estive 3 anos fantásticos, com 4 treinadores diferentes mas que ajudaram muito a minha evolução como jogador e como pessoa. Aos 18 anos apareceu a Fundação Jorge Antunes e a oportunidade de ser profissional, poder dedicar-me inteiramente ao futsal. Foram 5 anos muito bons a nível desportivo e pessoal, num clube que vai para sempre no coração e ao qual tenho de agradecer por tudo, inclusive pela disponibilidade de negociarem com o Benfica, o que me permitiu dar o salto para o clube do meu coração.
Mélissa: Cada vez mais é importante que os atletas sintam apoio dos que lhe são mais próximos. Teve sempre o apoio familiar? Sentia necessidade desse apoio?
Marinho: Sim, felizmente tive sempre o apoio dos meus familiares, o que na fase de formação ajudou muito.
Mélissa: Ser profissional no futsal não é para todos, porque apesar do desenvolvimento que já vai tendo, ainda não é uma modalidade muito apoiada. Alguma vez se imaginou ser atleta profissional de futsal?
Marinho: Nunca tinha pensado nisso. Jogava somente por prazer mas por volta do meu 2.º ano de Boavista fizeram-me uma proposta de contrato. Nesse mesmo ano tive algum contacto com os séniores, o que me permitiu ter uma noção da realidade do futsal no nosso país. A partir daí ser profissional passou a ser um objectivo.
Mélissa: E a primeira chamada à selecção nacional? Consegue descrever o que sentiu? Ainda hoje sente a mesma emoção?
Marinho: A primeira chamada foi uma surpresa enorme. Tinha 17 anos e foi para um estágio de observação. Foi fantástico, com essa idade, ter contacto com os melhores jogadores portugueses, serviu-me de incentivo. Já a 1.ª internacionaliação foi mais marcante, o concretizar de um sonho e um objectivo. Depois desse dia cada convocatória é um dia de "nervos", passo o dia na internet à espera que sejam divulgados os nomes e sempre que está lá o meu é uma alegria enorme.
Mélissa: As boas exibições ao serviço da Fundação Jorge Antunes não deixaram ninguém indiferente e a prova está que, além dos prémios individuais, recebeu o convite de uma das melhores equipas nacionais, o SL Benfica. Como tem vivido esta experiência?
Marinho: Tem sido fantástcio. Encontrei um grupo forte, um clube gigante, que dá aos jogadores todas as condições para no dia-a-dia fazermos aquilo que gostamos. Tive uma adaptação fácil à cidade e ao clube. Depois tive a felicidade de no meu primeiro jogo oficial ganharmos um título, a supertaça, que era uma coisa que perseguia há já algum tempo.
Mélissa: Como se caracteriza enquanto jogador?
Marinho: Vejo-me como um jogador de equipa, com um bom passe e recepção. Depois no ataque gosto de procurar o desequilíbrio, o passe a rasgar, o drible.
Mélissa: Como vê, actualmente, a evolução da modalidade no nosso país?
Marinho: Nos últimos anos o futsal no nosso país teve um crescimento enorme. A entrada do Benfica na modalidade fez com que crescesse em muitos aspectos mas penso que neste momento estagnou um pouco. Alguns clubes de top começaram a desinvestir, ospatrocinadores já aparecem em menor número. Espero que este resultado fantástico que Portugal conseguiu no último europeu permita dar maior visibilidade à modalidade, para que possa novamente crescer e quem sabe um dia temos uma liga completamente profissional.
Mélissa: O futsal feminino ainda não tem a projecção do futsal masculino. Como jogadora de futsal não poderia deixar de lhe perguntar o que pensa em relação ao futsal feminino...
Marinho: Acompanho com alguma regularidade jogos de futsal feminino. A nível táctico e técnico tenho notado uma evolução enorme. Já em relação à projecção, penso que devia ser maior, acho que os jornais, sites, etc. deviam acompanhar mais de perto. Já os clubes penso que também poderiam divulgar mais e melhor os jogos.
Mélissa: Para terminar, qual é o seu maior desejo e perspectivas para o futuro?
Marinho: Os meus desejos a nível desportivo passam por títulos, ganhar todas as competições que estamos a disputar. A nível da Selecção Nacional passa por fazer parte das escolhas do seleccionador. É sempre um orgulho enorme representar a selecção.

21 de fevereiro de 2010

UMA LUFADA DE AR FRESCO

Na 21ª Jornada do Campeonato da AF Braga, defrontamos o CD Juv. S. Pedro que, apesar de estreante nesta prova, tem mostrado um bom trabalho e bons resultados. Foi através destes pressupostos que a equipa técnica nos preparou para o encontro de ontem, que vencemos por 13-0. Mas nem tudo correu como era desejado... As diferenças significativas das dimensões do recinto de jogo provocaram-nos algumas dificuldades até nos conseguirmos adaptar parcialmente. Seguidamente demonstramos alguma imaturidade perante a falta de discernimento na capacidade de construção de jogo ofensivo.
Após uma lufada de ar fresco, por parte do nosso treinador, a concentração alterou-se e o jogo também. A bola entrou por 13 vezes na baliza do nosso adversário e as oportunidades de perigo para a nossa guarda-redes foram muito poucas.
Todas as atletas têm os seus dias de menor capacidade de concretizar determinadas tarefas e para contrariar esse facto a equipa tem de funcionar contra a corrente. Foi assim que conseguimos dar a volta, pena que só tardiamente e depois da tal lufada de ar fresco dessemos conta que só assim conseguiríamos dar a volta, numa tarde de menor inspiração atacante...